Olhares Podcast | Outubro Rosa – Um mês inteiro para lembrar de cuidar da sua saúde
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Outubro Rosa – Um mês inteiro para lembrar de cuidar da sua saúde

O movimento internacional de prevenção ao câncer de mama, conhecido como Outubro Rosa, começou com iniciativas isoladas em diversos países na década de 90, ganhando cada vez mais projeção e apoio de entidades públicas e privadas, sendo 19 de outubro o Dia Internacional contra o Câncer de Mama. A fim de destacar a importância do diagnóstico precoce para o tratamento desse tipo de câncer, o uso de laços cor de rosa, a promoção de eventos como corridas, desfiles de moda, mobilizações sociais, além da simbólica iluminação rosa em monumentos de vários países durante o mês de outubro, tornou-se uma comunicação para a conscientização compreendida em qualquer lugar do mundo. Neste período, o Ministério da Saúde registra um crescimento de 35% na realização de exames, que passou de 3 milhões, em 2010, para 4,1 milhões em 2016. Até julho deste ano, foram realizados um total de 2,1 milhões de testes.
O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação de células anormais da mama, que formam um tumor, substituindo o tecido saudável e podendo se espalhar para áreas próximas, como o músculo, a pele e a axila. O câncer é o mal que mais acomete essa glândula — 28% do total de tumores —, sendo o tipo que mais provoca a morte de mulheres no Brasil. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a estimativa é de 60 mil novos casos por ano em mulheres cada vez mais jovens, mas quanto mais cedo o diagnóstico, mais chances de cura.
Embora a idade seja um dos mais importantes fatores de risco para o desenvolvimento da doença, há outros como: obesidade e sobrepeso após a menopausa; sedentarismo; consumo excessivo de bebidas alcoólicas; uso de contraceptivos hormonais (estrogênio-progesterona); ter feito reposição hormonal pós-menopausa (principalmente por mais de cinco anos); histórico familiar de câncer de ovário; casos de câncer de mama na família, principalmente antes dos 50 anos; história familiar de câncer de mama em homens (somente 1% dos casos é diagnosticado em homens); alteração genética, especialmente nos genes BRCA1 e BRCA2. A mulher que possui um ou mais desses fatores genéticos/hereditários é considerada com risco elevado para desenvolver câncer de mama, embora corresponda a apenas 5% a 10% do total de casos da doença.
Cerca de 30% dos casos de câncer de mama podem ser evitados com a adoção de hábitos de vida saudáveis, como manter o peso corporal adequado, alimentação balanceada e prática de atividades físicas regulares, mas é fundamental que as mulheres façam o autexame e observem suas mamas sempre que se sentirem confortáveis para tal (seja no banho, no momento da troca de roupa ou em outra situação do cotidiano), sem técnica específica, valorizando a descoberta casual de pequenas alterações mamárias.

Autoexame

Todas as mulheres, independentemente da idade, podem conhecer seu corpo para saber o que é e o que não é normal em suas mamas. A maior parte dos cânceres de mama é descoberta pelas próprias mulheres e, quando descoberto no início, há 95% de probabilidade de recuperação total. 
Além de estar atenta ao próprio corpo, também é recomendado que mulheres de 40 a 69 anos façam uma mamografia de rastreamento (quando não há sinais nem sintomas) a cada dois anos. Esse exame pode ajudar a identificar o câncer antes do surgimento dos sintomas. A mamografia diagnóstica, assim como outros exames complementares com finalidade de investigação de lesões suspeitas da mama, pode ser solicitada em qualquer idade, a critério médico. Ainda assim, a mamografia diagnóstica geralmente não é solicitada em mulheres jovens, pois nessa idade as mamas são mais densas, e o exame apresenta muitos resultados incorretos. O SUS oferece exame de mamografia para todas as idades, quando há indicação médica.

Os principais sinais e sintomas do câncer de mama são:
sintomas
As mulheres devem procurar imediatamente um serviço para avaliação diagnóstica ao identificarem alterações persistentes nas mamas. No entanto, tais alterações podem não ser câncer de mama. Existe tratamento para câncer de mama, que depende da fase do tumor; pode incluir quimioterapia, radioterapia e cirurgia, e o Ministério da Saúde oferece atendimento por meio do Sistema Único de Saúde, o SUS.

Para mais informações, acesse o site do Instituto Nacional de Câncer.