Olhares Podcast | Ep #014 Movimentos sociais para além do feminismo
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Manifestação

Ep #014 Movimentos sociais para além do feminismo

Se preferir, clique aqui para baixar o Episódio

Sempre ouvimos falar que o Feminismo é um movimento social, mas não paramos para discutir o verdadeiro conceito de movimento social como ação coletiva de um grupo organizado. O feminismo é a um movimento social bem amplo, dentre tantos outros nos quais as mulheres também estão envolvidas, e todos estes têm como objetivo alcançar mudanças sociais por meio do embate político dentro de uma determinada sociedade e de contextos específicos. É preciso demarcar nosso entendimento sobre o que são movimentos sociais, a diferença e a multiculturalidade, que têm sido incorporadas para a construção da própria identidade dos movimentos. Há neles uma ressignificação dos ideais clássicos de igualdade, fraternidade e liberdade, nos quais o feminismo ajuda E MUITO. Quer saber como? Então vem se organizar com a gente!

Nossas convidadas

Marina Brito – É graduada, mestra e doutora em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Minas Gerais

Mariana Prandini – É advogada popular, Mestra e Doutoranda em Ciências Políticas. Já trabalhou na Corte Interamericana de Direitos Humanos e atualmente participa profissionalmente de uma série de lutas sociais no Brasil, como o movimento pelo direito à moradia e à cidade, e os movimentos feministas. Muito desse trabalho é desenvolvido no Coletivo Margarida Alves de Assessoria Popular, ao qual é associada desde 2012.

Caleidoscópio

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  • Ira Croft

    Que entrevista! Que programa! Parabéns, meninas pelo excelente projeto. Falando como podcaster, roteiro, áudio e edição estão maravilhosos, parabéns! Sobre o conteúdo importantíssimo. <3

    • Obrigada Ira, um comentário seu aqui no site traz um certo deleite, pois sabemos o peso que tem uma podcaster ouvindo/comentando outra! Ficamos felizes que você tenha gostado do conteúdo! Abraços!

  • Parabéns pelo episódio!
    Fiquei refletindo sobre dois pontos, um é que os privilegiados não precisam de movimentos sociais, pois eles têm todos os outros meios.
    Segundo é sobre quão perigoso pode ser quando privilegiados se organizam em grandes movimentos sociais.
    Complicado né?

    • Eu diria: complicado demais! Mas acredito sim que os movimentos sociais são para privilegiados e não privilegiados, pois eles agem coletivamente, principalmente na conscientização, concretização de direitos e melhoria da sociedade como um todo.
      Uma pergunta que nos surge é: privilégio? qual? de cor? de sexo? de poder aquisitivo? Não é porque uma pessoa esteja em uma posição social específica, não significa que ela esteja dentro de toda uma pirâmide de privilégios e que todas suas necessidades estejam atendidas. Mesmo privilegiados podem ter necessidades atendidas pelos movimentos sociais. Veja por exemplo movimentos sociais em detrimento de direitos trabalhistas, que vão para além dos movimentos que mencionamos no episódio.
      Movimentos sociais afetam a coletividade como um todo, e podem até trazer até um pouco empatia para com as minorias, não é mesmo?

      • Talvez eu não tenha conseguido me expressar.
        Como você bem pontuou uma pessoa pode ser privilegiada e mesmo assim ter uma luta em um movimento social. Só que nessa luta ela não é privilegiada, como no exemplo da causa trabalhista.

        O que eu digo que pode ser muito perigoso, é quando pessoas se organizam para impedir que uma classe mais pobre não possa entrar em um determinado shopping, por exemplo, como aconteceu com o rolezinho. Perigoso porque pode abrir caminho para opressão sobre uma lutas legítimas. Existem malucos suficientes para se juntarem e dizer que precisam lutar pelos direitos dos heteros, dos homens, dos brancos, etc…

        Na minha opinião, movimentos sociais são necessários para que as partes da sociedade que não têm representatividade, consigam voz e igualdade sem suprimir o direito de ninguém.

        Na minha opinião o único jeito de um privilegiado participar de um movimento social, é apoiando e sem protagonismo. Caso contrário vamos continuar vendo palestras com homens falando sobre feminismo ou discurso sobre meritocracia nesse Brasilsão.

        E sim, a empatia é fundamental apesar do meu comentário soar um pouco deterministico.

        • Nossa, concordo com tudo, Alex! Excelente ponto!