Olhares Podcast | Participe dos #16dias de #ativismonaweb pelo fim da violência contra as mulheres 
693
post-template-default,single,single-post,postid-693,single-format-standard,ajax_fade,page_not_loaded,,vertical_menu_enabled,qode-title-hidden,qode_grid_1300,side_area_uncovered_from_content,qode-content-sidebar-responsive,qode-theme-ver-10.1.1,wpb-js-composer js-comp-ver-4.12,vc_responsive
Novembro Laranja

Participe dos #16dias de #ativismonaweb pelo fim da violência contra as mulheres 

 

Engajar-se com o feminismo não é tornar-se menos ou mais feminina, é perceber diferenças onde não deveriam existir e lutar para que não se perpetuem. Ouvimos tanto sobre feminismo e feministas — na maioria das vezes de forma ofensiva e deslegitimadora — que nos questionamos: será que as pessoas realmente sabem do que se trata o feminismo, como começou e pelo que luta? Quem são as feministas, o que elas fizeram de fato pelas mulheres e pela sociedade?

Diante dos alarmantes dados divulgados pela Central de Atendimento à Mulher, mais conhecida como Ligue 180, que realizou em 2016 o recorde de 1.133.345 atendimentos a mulheres em todo o País, que nos deixou de olhos bem abertos: este número foi 51% superior ao registrado no ano de 2015, quando 749.024 mulheres foram atendidas pela central. Aplicamos um questionário para coletar informações dos usuários das mídias sociais sobre violências sofridas ou percebidas por eles no decorrer de suas vidas. Estas informações nos deram base para propor o ativismo na web através da campanha que explicaremos mais a frente.

Caso você também queira participar da pesquisa, clique aqui para responder o questionário.

De acordo com balanço divulgado pela Secretaria de Política para Mulheres, dos atendimentos realizados em 2016, 53,69% corresponderam à prestação de informações; 24,01% (272.149) a encaminhamentos para outros serviços como: Policia Militar (190), Polícia Civil (197) e o Disque 100, da Secretaria Especial de Direitos Humanos.
Outros 12,38% (140.350) corresponderam a relatos de violência. Dentre eles, 50,70% diziam respeito à violência física; 31,80%, violência psicológica; 6,01%, violência moral; 1,86%, violência patrimonial; 5,05%, violência sexual; 4,35%, cárcere privado; e 0,23%, tráfico de pessoas.
Segundo o balanço, as mulheres negras (pretas e pardas) representam a maioria das vítimas (60,53%), seguidas pelas mulheres brancas (38,22%), amarelas (0,76%) e indígenas (0,49%).

E em 65,91% dos casos, as violências foram cometidas por homens com quem as vítimas têm ou tiveram algum vínculo afetivo: atuais ou ex-companheiros, cônjuges, namorados ou amantes das vítimas.

Os dados também apontam para uma triste realidade — a violência de gênero que marca, mutila e mata milhares de brasileiras no âmbito doméstico e familiar também alcança os filhos e filhas das brasileiras.

Os atendimentos registrados no 1º semestre de 2016 pelo Ligue 180 revelaram que 78,72% das vítimas de violência doméstica possuem filhos e que 82,86% desses presenciaram ou sofreram violência.

A campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres é uma mobilização anual, praticada simultaneamente por diversos atores da sociedade civil e poder público engajados nesse enfrentamento. Desde sua primeira edição, em 1991, já conquistou a adesão de cerca de 160 países. Nacionalmente, tem início dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, mundialmente, se inicia em 25 de novembro, Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher, e vai até 10 de dezembro.

Neste sentido, o Olhares Podcast criou a ação representada pela hashtag #ativismonaweb, que será divulgada durante a campanha e dezenas de podcasts, youtubers e canais do Facebook e Instagram participarão, com o objetivo de sensibilizar, conscientizar e mobilizar a internet a respeito da violência sofrida pelas mulheres.
Imaginem quantas pessoas podemos alcançar em 16 dias de ativismo com uma hashtag?

Se você é contra a violência de gênero, acha que essa questão é urgente e acredita ser possível trazer visibilidade para este problema, procure, divulgue e reposte a hashtag #ativismonaweb em conjunto com as hashtags #16dias#violênciacontramulher

Se quiser receber o material completo do projeto, mande um e-mail para falecom@olharespodcast.com.br 

Participe você também!